- Este trabalho foi elaborado - Free Essays on Economics Este trabalho foi elaborado

Essay Writing Service

Este trabalho foi elaborado

1. INTRODUçãO

Este trabalho foi elaborado no âmbito da disciplina de Introdução à Engenharia, tendo como principal objectivo: dar a conhecer a Alemanha e o seu enquadramento económico e estratégico.

Na organização deste trabalho comecei por elaborar um enquadramento histórico, social, político e económico na tentativa de assimilar melhor o comportamento do país versus a sua economia.

A crise ganhou terreno nos mercados financeiros mundiais e provocou a recessão mais grave da economia alemã desde a Segunda Guerra Mundial. Como o país alemão é reconhecido por inúmeros pontos fortes, como por exemplo, a qualidade de seus produtos e por possuir uma das melhores economias do mundo, este trabalho visou analisar essa economia nas suas mais variadas vertentes para tentar compreender.

O trabalho assentou numa pesquisa exaustiva destes vários temas essencialmente em portais/ sites de internet porque é uma fonte mais dinâmica e eficaz na recolha da informação.

Não fiquei pela simples análise dos acontecimentos passados e presentes mas concretizei igualmente a minha investigação naquilo que alguns políticos defendem como soluções possíveis para ultrapassar a actual crise económica e financeira.

2. CARACTERIZAçãO GLOBAL DA ALEMANHA

2.1 Localização

A Alemanha, de nome oficial República Federal da Alemanha, é um país localizado na Europa central.

Este país é limitado a norte pelo Mar do Norte, Dinamarca e Mar Báltico, a leste pela Polónia e República Checa, a sul pela áustria e Suíça e a oeste pela França, Luxemburgo, Bélgica e os Países Baixos.

O território alemão possui uma área de 357 021 km� e estende-se desde as altas montanhas dos Alpes até às costas do mar do Norte e do mar Báltico. Pelo meio, estendem-se as terras altas, da Alemanha central e as terras baixas da Alemanha do norte, atravessadas por alguns dos maiores rios da Europa, como o Rio Reno, o Danúbio e a Elba.

2.2 Etimologia

O termo “Alemanha” provém da língua francesa “Allemagne”, que significa terra dos alemães.

Antigamente, este território era constituído por vários reinos, dos quais a maioria pertencia ao Sacro Império Romano Germânico. Depois da Primeira Guerra Mundial, foi instituída um nome ao país e passou a designar-se República de Weimar.

Em 1933, a nomeação do Terceiro Reich apareceu com a ditadura de Adolf Hitler. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha dividiu-se em 4 partes ocupadas pelos Aliados e até chegou a ser dividida em dois países diferentes, a Alemanha Ocidental, de carácter capitalista e Alemanha Oriental, que impôs o socialismo. A reunificação da Alemanha aconteceu no dia 3 de Outubro de 1990, com a queda do muro de Berlim.

2.3 Demografia

A Alemanha tem aproximadamente 82 milhões de habitantes e é o país com maior número de população na União Europeia, existindo aproximadamente 230 habitantes por quilómetro quadrado.

2.4 História

O trajecto percorrido pela Alemanha para atingir uma democracia livre e um sistema parlamentar funcional foi marcado por inúmeras rupturas históricas.

A questão alemã durou 184 anos, e surgiu em 1806, quando Francisco II, o último imperador do Sacro Império Romano de Nação Germânica, curvou-se a um ultimato de Napoleão, resignando-se da coroa do Império, desobrigando as corporações imperiais de seus deveres e dissolvendo assim o “Antigo Império”.

Na década de 60 do século XIX, a Alemanha decidiu lutar pela união do país em detrimento da liberdade. Em consequência da “revolução de cima para baixo”, o chanceler prussiano Otto von Bismarck solucionou a seu modo a questão alemã.

Mas, somente em Outubro de 1918, quando a derrota da Alemanha na I Guerra Mundial estava confirmada, sucedeu a modificação constitucional decisiva, que convertia o chanceler do Reich dependente do Parlamento.

A sobrevivência entre o Império Alemão e a República de Weimar, fez com que existisse a queda da monarquia, em Novembro de 1918. Uns meses depois, em Janeiro de 1919 existiu uma eleição da Assembleia Constituinte alemã que foi na realidade substancial. Apesar disso, a instituição do monarca continuou a existir, embora fosse de uma forma modificada: o cargo de Presidente do Reich, nomeado pelo povo, era dotado de poderes tão fortes que até os contemporâneos já falavam de um “substituto do imperador”. Em 1933, o Adolf Hitler chegou ao poder com uma grande vitória nas urnas mas nunca teria se tornado chanceler do Reich, se não estivesse, à frente do partido mais forte.

Após a capitulação incondicional existente no final da II Guerra Mundial, a decisão sobre o destino da Alemanha foi tomada juntamente com o poder governamental e foi entregue às quatro potências aliadas: a União Soviética, os Estados Unidos da América (EUA), a França e a Grã-Bretanha.

Depois de 1945, apenas só uma fracção da Alemanha teve uma segunda oportunidade no que diz respeito á questão democrática: a Ocidental. Os representantes dos parlamentos dos Estados das zonas ocupadas pelos Estados Unidos da América (EUA), a França e a Grã-Bretanha, eleitos livremente, elaboraram a Lei Fundamental da República Federal da Alemanha.

Enquanto a parte ocidental da Alemanha excluía lições “antitotalitárias” do recente passado alemão, o Leste, a zona de ocupada pela União Soviética e, posteriormente, a República Democrática Alemã (RDA), tinha que contentar-se com as conclusões “antifascistas”.

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim passaram-se ainda onze meses até a reunificação do país alemão, que correspondeu com o desejo e a vontade dos cidadãos de ambos os Estados alemães. Em Março de 1990, existiu a primeira eleição livre para a Câmara Popular, em que os alemães orientais exigiram em grande maioria a adesão rápida da República Democrática Alemã (RDA) à República Federal da Alemanha. No verão de 1990, foi negoperficiado entre os dois Estados alemães o acordo sobre a adesão, levando a questão alemã a ser resolvida.

2.5 O Sistema Político

A Lei Fundamental transformou-se num exemplo de sucesso perante todo mundo. Depois a II Guerra Mundial, a Lei Fundamental, trouxe liberdade e estabilidade a Alemanha, apesar de inicialmente permanecer uma divisão entre o povo alemão, que ficou dividido até 1990.

A antecedência concedida aos direitos fundamentais, ao estabelecimento dos princípios do Estado federal democrático e social e a instituição de um supremo tribunal, que vela pela execução da Lei Fundamental, são os pilares indispensáveis da democracia alemã.

O sistema político da República Federal da Alemanha representa o segundo sistema democrático da História da Alemanha. No Conselho Parlamentar, os patriarcas da República Federal da Alemanha na sua nova Constituição, a Lei Fundamental, tiraram as lições do malogro da primeira democracia, proveniente da República de Weimar e da ditadura nazista. A República Federal da Alemanha foi uma consequência da guerra.

Em 1949, a democracia só se conseguiu consolidar inicialmente na parte ocidental da Alemanha dividida em dois Estados. No entanto, a Lei Fundamental, era considerada inicialmente provisória e insistia na aproximação e na reunificação “em livre autodeterminação”.

A segunda democracia alemã revelou-se um sucesso, pois esta valorizava o modo de viver em liberdade, depois da ditadura e do empenho em ser aceite pelas democracias vizinhas. Em 1990, a desfragmentação da Alemanha foi superada e a Lei Fundamental passou a ser reconhecida como a Constituição da Alemanha reunificada.

A Lei Fundamental vincula a legislação à ordem constitucional e a administração do Estado ao direito e à lei. O Artigo 1� da Lei Fundamental, tem um significado distinto, pois esta é reconhecida como a lei mais importante da ordem constitucional porque está relacionado com o respeito aos direitos humanos: “A dignidade da pessoa humana é inviolável. Toda autoridade pública terá o dever de respeitá-la e protegê-la”. Os restantes dos direitos fundamentais salvaguardam a liberdade de agir no âmbito das leis, a igualdade das pessoas perante a lei, a liberdade de imprensa e da média e a liberdade da protecção da família. Com esta constatação de que o povo desempenha o poder através de órgãos exclusivos, a Lei Fundamental estabeleceu a democracia representativa como forma de governo.

A Lei Fundamental ainda determinou que a Alemanha é um Estado de direito, em que todas as actividades dos órgãos estatais estarão sob controlo jurídico. Esta também define a Alemanha como um Estado Social, ou seja, que o estado exige que a política adopte providências para assegurar meios de subsistências das pessoas que estejam em caso de desemprego, de doença, de invalidez ou de velhice.

A Alemanha é uma república federal regida por um sistema presidencialista e parlamentarista. Dividida em três poderes independentes (executivo, legislativo e judiciário) tem sua organização da seguinte forma: O executivo é liderado pelo chanceler federal e pelo presidente, sendo estes chefes de governo e estado, respectivamente.

O legislativo é bicameral sendo composto pelo bundestag (câmara baixa) e bundesrat (câmara alta). O bundestag é quem escolhe o chanceler federal e é também responsável pela legislação do país. Outro princípio constitucional é o Federalismo, que divide o poder público entre os vários Estados Federais da Alemanha.

Uma particularidade da Lei Fundamental é o chamado “carácter permanente” desses princípios constitucionais básicos. Os direitos fundamentais, o regime democrático, o Federalismo e o Estado Social são intocáveis, mesmo no caso de mudanças posteriores da Lei Fundamental ou da elaboração de uma Constituição totalmente nova.

2.6 O Meio Ambiente e As Energias

As alterações atmosféricas e climáticas constituem grandes desafios da política ambiental do século XXI. O desafio global deriva das mudanças climáticas causadas pela acção humana.

Os principais problemas causados pelo homem são as libertações de gases CO2 (dióxido de carbono) que provêm das indústrias e da utilização dos combustíveis fósseis. Estas, contribuem para o aumento da poluição do ar e das chuvas ácidas, proveniente das emissões de dióxido de enxofre, que prejudicam as florestas e poluem o mar Báltico.

A Alemanha também assume um papel precursor nas políticas climáticas e energéticas a nível internacional, visando atingir metas ambiciosas para a redução de emissões de gases.

O país alemão é reconhecido por ser uma das nações pioneiras na preservação do ambiente e na ampliação do aproveitamento das fontes alternativas de energia. No âmbito global, a Alemanha empenha-se activamente pela protecção do meio ambiente, pelas estratégias de desenvolvimento favoráveis ao clima e por cooperações no sector energético.

O país está comprometido com o Protocolo de Quioto e vários outros tratados para promover a biodiversidade, os baixos padrões de emissões de gases, a reciclagem e a utilização de energias renováveis apoiando o desenvolvimento sustentável a nível global.

Desde 1990 até aos dias hoje, a Alemanha conseguiu reduzir as emissões de gases de CO2 (Dióxido de Carbono) cerca de 20 por cento, muito próximos da meta de redução estabelecida pelo Protocolo de Quioto de 21 por cento até 2012. Assim, a Alemanha adoptou uma posição que conjuga a protecção do clima com o meio ambiente de modo a atingir um desenvolvimento sustentado da economia.

Mediante as consequências dramáticas das mudanças climáticas as fontes renováveis, conhecidas como “energias verdes” favorecem o clima e ganham cada vez mais importância. Uma energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais capazes de se regenerar e nunca se esgota, ao contrário das energias não renováveis. As energias renováveis são consideradas como energias alternativas, pois esta é caracterizada pela

A política pública de fomento, introduzida no inicio da década de 1990, tornou o uso das energias renováveis atraente e competitivo sendo que as empresas do sector eólico têm um peso mundial de 50 por cento. A Lei de Energias Renováveis (EEG), um programa de estímulos de mercado para fomentar o uso dessas energias, é considerada o motor da expansão das energias mais favoráveis ao clima e foi adoptada em seus termos básicos por muitos países.

A meta deste programa de várias etapas é desenvolver mais o ponto de vista económico, reduzir as libertações de gases para a atmosfera, aumentar a eficiência da energia e garantir o abastecimento energético. Com este programa, procura-se atingir, até 2020,uma redução das emissões de CO2 em 40 por cento em relação ao ano 1990. Ao definir esta meta, a Alemanha colocou se em vantagem a nível mundial, porque não existe outro país industrializado com um programa tão ambicioso e dotado de medidas concretas.

Estas medidas não referem-se apenas a preservação do meio ambiente, mas a criação de uma indústria promissora, inovadora e geradora de empregos, de alta competitividade internacional e cada vez mais activa nos mercados estrangeiros.

A cooperação internacional é fundamental e necessária para combater inúmeros problemas do ambiente. O agravamento dos problemas das mudanças climáticas, do buraco de ozono e do elevado grau de poluição não reconhecem as fronteiras políticas entre os países, por isso a protecção do meio ambiente e do clima é uma função relevante da comunidade mundial.

2.7 O Ensino, a Ciência e a Pesquisa

A Alemanha é um país das ideias porque o ensino, a ciência e a Investigação e Desenvolvimento (I&D;), têm um elevado grau de importância. O país é reconhecido por ter inúmeros pesquisadores, inventores e cientistas, tais como o Albert Einstein, o Max Planck e o Johannes Gutenburg.

Hoje em dia, com uma Europa sem fronteiras e num mundo de mercados globalizados, o ensino proporciona as ferramentas necessárias para as oportunidades das fronteiras abertas e das redes de conhecimento.

Cada vez mais, existe mais estudantes a apreciam o ambiente académico proveniente das universidades alemãs. Este factor é bastante importante para o país, pois desperta o mercado de trabalho, visto que os estudantes têm mais formação. Os investidores estrangeiros apostam no “know how” e na boa formação das pessoas. O ensino desempenha instrumentos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do país contribuindo assim para a elaboração de investigações e pesquisas e para o progresso da ciência e da pesquisa traduzindo-se numa melhoria do sistema empresarial do país.

3. ENQUADRAMENTO ECONóMICO

3.1 A Alemanha: Uma Praça Económica

As empresas alemãs desfrutam de uma excelente reputação internacional e são reconhecidas no mundo todo com a conceituada marca de qualidade “Made in Germany”. Estas empresas reconhecidas por todos destacam-se pela inovação, a qualidade e a vantagem técnica que o produto oferece aos consumidores.

A Alemanha é comparada como uma praça económica e é considerado um dos países industrializados mais desenvolvidos do mundo. O país com 82,3 milhões de habitantes, é actualmente a terceira economia nacional mais desenvolvida, depois dos Estados Unidos da América (EUA) e o Japão. Esta economia alemã também é reconhecida por ser o mercado mais importante da União Europeia (UE). Em 2008, a Alemanha deteve um Produto Interno Bruto (PIB), de 3,818 bilhões de dólares e obteve um crescimento real, em relação a 2007 de 1,3 por cento.

Todas as empresas inovadoras estão baseadas nas boas condições económicas existentes no país e na óptima qualificação de seus trabalhadores. O desenvolvimento das infra-estruturas e dos sectores do Ensino, da Ciência e da Pesquisa interligada com a Investigação e Desenvolvimento (I&D;), caracterizam a Alemanha como uma praça económica. Os investidores estrangeiros apreciam e admiram esse facto, pois constitui inúmeras vantagens provenientes do mercado económico em períodos, onde existe uma economia globalizada. A Alemanha é considerada um pólo que cativa e consegue aumentar os investimentos estrangeiros.

A Alemanha está entre os países que formam o grupo líder dos países mais desenvolvidos e industrializados. Nos últimos anos, a Alemanha foi capaz de fomentar sua capacidade competitiva, ampliando a sua posição de liderança nos mercados internacionais.

3.2 Produto Interno Bruto (PIB)

A Alemanha possui uma população superior a 82 milhões de habitantes detendo o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos da América (EUA) e o Japão. Em relação União Europeia a Alemanha é o país que obtém o maior crescimento económico.

Contudo, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão alcançou um crescimento de 0,8 por cento em 2005, para 3,0 por cento em 2006, a taxa de crescimento mais elevada desde 2000. O Produto Interno Bruto (PIB) decresceu em 2007 para 2,5 por cento.

O país alemão é considerado o principal “motor” da economia europeia nomeadamente devido aos resultados do desenvolvimento bruto do capital fixo e da contribuição positiva das suas exportações líquidas.

O investimento industrial alemã consiste, em grande parte, desenvolver os sectores de automóveis, produtos químicos, equipamentos electrónicos e bens de capital. Em 2007, a Alemanha atingia resultados superiores a 9,5 por cento dos valores das exportações mundiais e 7,4 por cento das importações. Com estes resultados, o ano de 2007, apresentou um excelente saldo das contas correntes, com a balança a registar um excedente de 255,5 mil milhões USD, ou seja, 7,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). O principal problema da economia alemã consistia na dívida pública que rondava um valor da ordem dos 65 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Após 2007, o desempenho económico alemão ficou bastante modesto, com um abrandamento da economia. Isto aconteceu devido aos efeitos negativos da crise financeira mundial, que afectou não apenas a economia Alemanha, mas todas as economias mundiais.

O aumento do preço do petróleo e da apreciação, valorização do Euro, influenciou as economias mundiais. Em 2008, verificou-se um abrandamento da economia americana e mundial, que por sua vez provocou uma estagnação da produção industrial e do investimento.

A economia europeia começa lentamente a despedir-se da maior recessão desde a II Guerra Mundial, com o registo do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha. Em 2009, o país alcançou uma meta fundamental no segundo trimestre registando um crescimento de 0,3 por cento. A estabilização da economia alemã devido ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre foi melhor do que as previsões e os planos dos analistas.

Os analistas prevêem que a economia alemã consegue ainda apresentar melhores resultados acabando o ano de 2009 em alta com a subida do Produto Interno Bruto (PIB) de 0.7 por cento.

A recuperação desempenhada pelo país evidencia o sucesso das estratégias de modo a reactivar a económica, respondendo à crise financeira e económica. O crescimento registado durante o segundo trimestre resulta fundamentalmente dos estímulos e dos impulsos que se verificou no consumo interno e nos investimentos públicas.

O comércio externo também estimulou e contribuiu para o crescimento da economia. Apesar de a procura externa ter diminuído em consequência da crise mundial, as importações caíram mais que as exportações, o que cooperou para melhorar o superávit da balança comercial.

A Alemanha demonstra que poderá ter chegado ao fim da pior recessão sentida pelo país desde a II Guerra Mundial, esperando-se uma recuperação nos anos seguintes.

3.3 O Comércio Externo

O comércio externo desempenha um papel fundamental na economia alemã. A Alemanha está dependente das exportações, principalmente em relação aos produtos industrializados, e das importações, quando se refere as energias e as matérias-primas.

Esta dependência traduz a Alemanha, assim como outros países, muito susceptível a distúrbios no comércio internacional e as mudanças da económica mundial, dos quais dependem os empregos o e os investimentos. O equilíbrio da economia mundial, do livre comércio e um sistema monetário ordenado são, portanto, várias condições indispensáveis para um desenvolvimento contínuo e sustentável da economia alemã.

Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), em relação ao Comércio Externo, a Alemanha ocupa actualmente uma posição favorável, ficando apenas atrás dos Estados Unidos da América (EUA). A China tem vindo a conquistado espaço nos últimos anos. Em 2006, a Alemanha obteve um resultado de 8,2 por cento, ante os 12,1 por cento dos Estados Unidos e os 7,2 por cento da China, a terceira colocada.

A actividade económica alemã, mais do que nos outros países desenvolvidos e industrializados é marcado por aspectos internacionais. As exportações que o país realizou contribuem para um crescimento da economia alemã. Na Alemanha em 2008, o comércio externo alemão teve um proveito de 262 bilhões de dólares.

A Alemanha ocupa o primeiro lugar no mundo quando se refere ao ramo das exportações de mercadorias. O país alemão é o segundo maior exportador/importador do mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos da América (EUA). Em 2008, o comércio externo do país alemão, excedeu 2,670 triliões de dólares, consistindo 1,466 triliões de dólares das exportações e 1,204 triliões de dólares provenientes das importações.

A demonstração mais evidente do alto nível da capacidade competitiva internacional do país alemão é sem dúvida, o elevado crescimento das exportações de mercadorias. Na Alemanha, o desenvolvimento dos investimentos directos de empresas internacionais também veio a influenciar e a indicar uma boa posição da economia alemã.

As relações de comércio mais estreitas foram estabelecidas com os países da União Europeia (UE). A Alemanha exporta mais da metade da sua mercadoria no comércio externo. Aproximadamente 72 por cento das exportações alemãs permanecem na Europa, que por sua vez, o país alemão importa 70 por cento no comércio externo proveniente da Europa. Em 2008, a França foi o parceiro comercial mais importante para a Alemanha, seguindo os Países Baixos e os Estados Unidos da América (EUA). Os compradores mais importantes de mercadorias e serviços da Alemanha são a França, os Estados Unidos da América (EUA) e a Grã-Bretanha. Nos últimos tempos tem vindo a crescer a importância de alguns países da Europa Central e do Leste, tais como, a Hungria, a Polónia e a República Checa.

3.4 Taxa de Inflação

A taxa de inflação alemã agravou-se nos últimos anos, situando-se nos 2,3 por cento em 2007, essencialmente devido ao aumento da taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) que subiu de 16 por cento para 19 por cento. Os preços do petróleo também influenciaram o agravamento da taxa de inflação.

Prevê-se ainda que esta taxa deverá começar a recuperar e evoluir em 2009, devido ao resultado do arrefecimento do crescimento económico e da manutenção dos preços dos produtos energéticos e das outras matérias-primas.

3.5 áreas e Os Sectores Económicos

A actividade económica que é considerada o pilar mais importante da economia alemã é o sector secundário onde predominam as indústrias. As empresas industriais possuem no total mais de 6,4 milhões colaboradores contribuindo para a existência de um enorme volume de vendas ultrapassando 1,3 bilhões de Euros. A indústria alemã apresenta uma diversidade ampla e detém uma posição fundamental tanto a nível nacional, como do ponto de vista internacional. A Alemanha é o maior produtor e o maior exportador da União Europeia.

Apesar de a indústria possuir um grande impacto no país alemão, o sector terciário, ou seja, o sector que envolve a prestação de serviços ocupa uma posição relevante.

A Alemanha ainda é um dos principais líderes da tecnologia em muitos sectores, nomeadamente no sector ambiental (energia eólica, fotovoltaica e biomassa) detêm posições de destaque nos mercados mundiais, nos quais os fabricantes de equipamentos de energia eólica têm uma participação de mais de 50 por cento.

3.6 O Emprego e O Desemprego

A crise económica e financeira mundial prejudica cada vez mais o mercado de trabalho alemão e prevê-se que tal continue a acontecer.

Na Alemanha, as taxas de emprego são superiores à média europeia. A taxa de emprego referente aos empregados mais velhos assenta-se abaixo da média da União Europeia. Em relação ao sexo feminino, a taxa de empregabilidade encontra-se acima da média, embora está esteja estagnada.

Os impactos da crise económica continuam a ser ressentidos no mercado de trabalho. é cada vez mais difícil ter um emprego no mercado de trabalho alemão. A cada mês que passa milhares de pessoas ficam desempregadas. Em Setembro de 2009, menos 125 mil pessoas ficaram desempregadas em relação ao mês anterior, mas continuou com um resultado devastador de 3.346.000 pessoas desempregadas. “No entanto, isso não é uma reviravolta”, disse o presidente da Agência Federal de Emprego (BA), Frank-J�rgen Weise. [1]

O valor da taxa de desemprego na Alemanha continua a diminuir de forma contínua nos últimos anos, mas permanece ainda superior à média dos países da Europa dos 15. Em 2007, a Alemanha obteve uma taxa de desemprego de 9 por cento uma taxa superior aos países como o Reino Unido (5,4 por cento), a Itália (6,2 por cento), a Holanda (6,3 por cento), a França (8,0 por cento) e a Espanha (8,5 por cento).

A taxa de desemprego alemã registou um desagravamento em 2008, com uma taxa de 7,8 por cento, uma das taxas mais baixas desde a reunificação do país que se deu em 1990. No entanto, esta tendência deverá inverter-se nos próximos anos em que o desemprego irá aumentar.

3.7 O Rendimento Disponível / Poder de Compra

O rendimento disponível registou uma forte desaceleração em termos correntes de – 0,2 por cento, em 2007, devido ao crescimento negativo -1,3 por cento dos salários reais, para além da introdução do sistema de saúde, que aumenta as contribuições para as caixas de saúde. Perspectiva-se a melhoria do indicador, derivado do acréscimo dos níveis de emprego, contudo, as previsões apontam para valores negativos em 2009, tendência que será invertida a partir de 2010.

4. ENQUADRAMENTO ESTRATéGICO

Para além das mudanças estruturais que a presente crise sem dúvida alguma reclama, em particular ao nível do reforço da regulação dos sistemas financeiros e da globalização, impõe-se no imediato uma intervenção forte dos Estados para contrariar os efeitos da crise financeiro, recuperar a confiança, impulsionar o crescimento económico e, sobretudo, defender o emprego.

“A Alemanha se encontra em profunda recessão”, apontou o Relatório Anual da Economia apresentado pelo ministro alemão da Economia, Michael Glos. [2] Devido à crise económica e financeira, o governo necessita de estimular estratégias de forma a ultrapassar as dificuldades económicas.

A situação económica da Alemanha é caracterizada por ser tão complexa como o primeiro desafio desde a reunificação do país. O país alemão necessita nomeadamente de apostar no consumo privado para combater e ultrapassar a crise económica mundial.

As previsões económicos do governo alemão baseiam se em pressupostos técnicos de que o barril do petróleo custará em média 45 dólares em 2009, bem abaixo do nível de 2008. Os pressupostos técnicos também consideram uma cotação média do euro é de 1,32 dólar e que a manutenção da taxa básica de juros do Banco Central Europeu é de 2 por cento.

O ministro da Economia alemã admitiu no entanto, que tais previsões governamentais contêm uma sequência de imponderabilidades. Até o momento, Glos nunca teve nenhuma experiência em lidar com uma crise mundial de tal dimensão. [3]

Os problemas dos sectores bancários e financeiros, estão longe de serem resolvidos. Apesar dos problemas conjunturais existentes devido á crise económica, o governo alemão está a cumprir a sua parte. Em termos económicos era perspectivado melhorar a economia através:

  • do acompanhamento e de esforços de modo a reduzir gradualmente a carga fiscal, diminuindo assim os impostos e as contribuições da segurança social;
  • da adaptação e implantação de uma estratégia coerente para desenvolver o potencial do emprego e do sector dos serviços, englobando assim medidas legislativas, fiscais e outras, destinadas á redução dos encargos administrativos inerentes à criação de novas empresas;
  • de nomeadamente reavaliar as actuais políticas alemãs que facilitam a reforma antecipada dos trabalhadores e considerar as opções mais adequadas para evitar o seu abandono precoce no mercado de trabalho e promover o emprego dos trabalhadores mais idosos;
  • de reforçar as políticas preventivas, empreendendo acções atempadas assentes em necessidades individuais, por forma a travar os fluxos de entrada no desemprego de longa duração.

A Alemanha deverá tornar mais ambiciosos os actuais objectivos, a fim de conseguir ultrapassar a actual crise económica e financeira.

5. CONCLUSãO

Na minha opinião, a Alemanha, um país com aproximadamente 82 milhões de habitantes e que só conseguiu atingir a sua reunificação em 1990 é um país comparado como uma praça económica. O país alemão

  • Citação

A crise ganhou terreno nos mercados financeiros mundiais e provocou a recessão mais grave da economia alemã desde a Segunda Guerra Mundial. Como o país alemão é reconhecido por inúmeros pontos fortes, como por exemplo, a qualidade de seus produtos e por possuir uma das melhores economias do mundo, este trabalho visou analisar essa economia nas suas mais variadas vertentes para tentar compreender.

Queda do muro de Berlim

A Alemanha também assume um papel precursor nas políticas climáticas e energéticas a nível internacional, visando atingir metas ambiciosas para a redução de emissões de gases.

O país alemão é reconhecido por ser uma das nações pioneiras na preservação do ambiente e na ampliação do aproveitamento das fontes alternativas de energia. No âmbito global, a Alemanha empenha-se activamente pela protecção do meio ambiente, pelas estratégias de desenvolvimento favoráveis ao clima e por cooperações no sector energético.

O país está comprometido com o Protocolo de Quioto e vários outros tratados para promover a biodiversidade, os baixos padrões de emissões de gases, a reciclagem e a utilização de energias renováveis apoiando o desenvolvimento sustentável a nível global.

Desde 1990 até aos dias hoje, a Alemanha conseguiu reduzir as emissões de gases de CO2 (Dióxido de Carbono) cerca de 20 por cento, muito próximos da meta de redução estabelecida pelo Protocolo de Quioto de 21 por cento até 2012. Assim, a Alemanha adoptou uma posição que conjuga a protecção do clima com o meio ambiente de modo a atingir um desenvolvimento sustentado da economia.

6. BIBLIOGRAFIA

  • [1] Centro Alemão de Informação; http://www.alemanja.org/index.php?option=com_content&task;=view&id;=1442&fontstyle;=f-larger; Retirado 25/11/2009
  • [2],[3] Deutsche Welle; http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3966248,00.html; Retirado 26/11/2009
  • http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1024567,00.html
  • PIB Alemanha
  • http://www.gradualinvestimentos.com.br/portal/pdfs/ferramentas/CD_13-11-09.pdf
  • (Grafico e alguns dados relacionados com 2009)
  • http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u638886.shtml
  • http://www.marciofernandescruz.com/index.php?view=article&catid;=45%3Aeconomia&id;=13606%3Aalemanha-melhora-previsao-de-crescimento-do-pib-para-2009-e-2010&format;=pdf&option;=com_content&Itemid;=100
  • (Previsão de 2010)
  • http://economic-research.bnpparibas.com/applis/www/RechEco.nsf/EcoFlash%20By%20DateEN/A1C35D82FB663C2EC125766D003570DC/$File/EcoFlash457_english.pdf?OpenElement
  • (Aumento do PIB DE 0.7%)
  • Mercado…
  • http://a.icep.pt/mercados/fichas/alemanha.pdf (Muito útil!)
  • Economia
  • http://www.promobahia.com.br/interclip/documentos/%7B4E1A5B30-F27B-4FD4-AE1C-9EE5CE28C26C%7D_2009_Estudo_sobre_Alemanha.pdf
  • http://www.nec.ufba.br/artigos/Artigos/Revista_Conjuntura_e_Planejamento/2007.02%20-%20Economia%20mundial%20-%20como%20as%20condições%20internacionais%20têm%20ajudado%20os%20países%20emergentes%20e%20até%20quando.pdf
  • http://idp.somosportugueses.com/site/wp-content/2009/01/oje_141108.pdf
  • http://www.crise.pr.gov.br/modules/noticias/makepdf.php?storyid=295
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha
  • http://www.tatsachen-ueber-deutschland.de/pt/home1.html
  • que falta acabar…
  • Demografia
  • Conclusão
  • Actualizar Indice


Most Used Categories

Recommendation
EssayHub’s Community of Professional Tutors & Editors
Tutoring Service, EssayHub
Professional Essay Writers for Hire
Essay Writing Service, EssayPro
Professional Custom
Professional Custom Essay Writing Services
In need of qualified essay help online or professional assistance with your research paper?
Browsing the web for a reliable custom writing service to give you a hand with college assignment?
Out of time and require quick and moreover effective support with your term paper or dissertation?